Eu sei que esse é um assunto polêmico, e que na minha opinião, nem deveria ser tratado como tal. Minha pretensão não é fazer com que você assista um reality show, tampouco elevar este gênero de programa a um patamar que ele realmente não faça parte.
Com a popularização das mídias sociais, e a suposta “voz” dada aos produtores de conteúdo online, ser ouvido, ser lido, ser comentado e ser “curtido” virou moeda de troca. E o que significa isso? Na minha opinião, nada mais é do que a sede e a vontade da popularização, de ser reconhecido de alguma forma, de ser visto e valorizado por aquilo que você faz, que você produz ou o que você pretende ser – ao olhos das pessoas, dos seus espectadores.
Casa dos Artistas, Big Brother Brasil, Fama, Ídolos, A Fazenda, O Aprendiz, The Amazing Race, Gran Hermano Espanha, Big Brother México, La Academia, Hipertensão, No Limite – são alguns dos exemplos de reality shows que já acompanhei e que não me canso de assistir edição após edição.
Não vejo esses programas com o intuito de que ele acrescente algo em mim. Aliás, esta não é a finalidade do programa, assim como não é a finalidade do futebol e nem das telenovelas. Sou um apaixonado por televisão, e o mercado do espetáculo me fascina e me faz sempre querer saber um pouco mais sobre o que acontece dentro daquele tubo mágico
que é a TV.
O fato de acompanhar um programa ao vivo, 24 horas por dia, e com histórias e pessoas reais ainda me instiga e me faz querer acompanhar esse tipo de programa. Não que eu busque identificação neste ou em outro participante/personagem, e tenho consciência de que é um dos negócios mais lucrativos da história da televisão nos últimos tempos.
E é pelo entretenimento, pela diversão, e por que não, pela vontade de ir contra essa onda “politicamente correta” que acompanharei cada minuto desse novo produto de sucesso que se inicia neste mês de janeiro. Quem vem comigo dar uma espiadinha?
Fabio Procópio
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