17/04/26
O mês de março de 2026 impôs um novo patamar de desafio ao planejamento do agronegócio brasileiro. A instabilidade no Oriente Médio e as restrições logísticas globais geraram um choque de custos imediato: o preço da ureia disparou cerca de 50% em apenas 30 dias, atingindo US$ 710 por tonelada. No rastro dessa alta, o MAP (Fosfato Monoamônico) subiu 20%, chegando a US$ 850 por tonelada.
Para o produtor, o impacto é sentido na relação de troca, que atingiu níveis críticos. Hoje, o agricultor precisa de aproximadamente 33,5 sacas de soja para adquirir uma tonelada de MAP e cerca de 61 sacas de milho para cobrir o custo de uma tonelada de nitrogenados. Nesse cenário, o modelo de adubação pesada, focado apenas no volume bruto de minerais, torna-se um risco direto à viabilidade do negócio.
É neste ambiente de insumos caros que os fertilizantes especiais e biológicos de tecnologia nacional podem deixar de ser vistos como um complemento para se tornarem um aliado da estratégia agronômica e econômica dos produtores.
No cenário de commodities minerais sujeitas à volatilidade geopolítica extrema, a indústria nacional de especiais pode auxiliar o produtor a gerar previsibilidade e estabilidade de margem. O nosso papel não é apenas fornecer o nutriente, mas garantir que ele chegue, de fato, à planta.
E nas mãos dos agricultores, no manejo de culturas como a da soja e o milho, os fertilizantes especiais podem contribuir para elevar a eficiência de uso e reduzir as perdas. Promovem estímulo ao sistema radicular e o aumento da taxa fotossintética via nutrição foliar e bioestimulantes, além da ativação da biologia do solo.
É o caso de duas soluções desenvolvidas pela Santa Clara Agrociência, fertilizantes especiais de maior eficiência agronômica quando comparado aos adubos sólidos. Um bom exemplo é o NTop, composto por diferentes fontes de nitrogênio de liberação gradual e substâncias húmicas, que aumentam a absorção e eficiência do uso do nitrogênio pelo milho.
Já o Impacto auxilia o produtor na hora no manejo da soja com fósforo de alta disponibilidade. A solução traz ainda em sua composição nitrogênio e substâncias húmicas, que melhoram o enraizamento e o aproveitamento de água e nutrientes pela planta, devido a maior penetração e mobilidade no solo.
Assim, ao investir em tecnologia nacional, o agricultor ganha uma camada extra de proteção. A indústria brasileira de especiais oferece soluções adaptadas à nossa realidade de solo e clima, permitindo que o produtor mantenha o seu teto produtivo com um uso muito mais racional e preciso dos insumos de solo.
Para se proteger da volatilidade global, a eficiência deixou de ser um diferencial para se tornar um requisito de sobrevivência. O futuro da rentabilidade no campo depende de maior previsibilidade, tecnologia e soluções estratégicas aplicadas para garantir que a agricultura brasileira continue competitiva.
João Pedro Cury
CEO Grupo Santa Clara
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