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10/02/22

Um alerta à Gordofobia: Magreza não é sinal de saúde e excesso de peso não é sinônimo de doença, afirma nutricionista

A relação entre o excesso de peso e um organismo doente é algo construído socialmente e nem sempre condiz com a realidade, explica a nutricionista e docente do UniToledo Wyden, Adriane Lemos: “A obesidade tornou-se sinônimo de doença, o estigma daquilo que as pessoas não querem ter. A magreza virou sinônimo de saúde, porém o primeiro passo é entender melhor e se concentrar na saúde real. Pessoas com obesidade, que levam uma vida saudável, por meio de uma alimentação adequada e fazem atividade física, podem, sim, ter um corpo saudável e não desenvolver doenças”, explica Adriane.

Tudo depende dos processos metabólicos de cada pessoa, quem possui um corpo magro, mas passa o dia comendo fasts foods ou ultraprocessados, provavelmente apresentará problemas de saúde, enquanto uma pessoa com maior gordura corporal, com uma alimentação balanceada e a prática de exercícios, pode ser ter um organismo saudável.

Adriane comenta que o culto ao corpo magro é, antes um padrão de beleza social e imposto, principalmente às mulheres, do que propriamente algo relacionado à saúde. E que não desmistificar essas ideias é também colaborar para uma cultura da gordofobia, que em vez de ajudar as pessoas que buscam sair da obesidade, pode prejudicá-las impondo-lhes culpa.

“Concentre-se na sua saúde, não no peso corporal. A balança não é um indicador do estado de bem-estar, saúde ou sucesso. O seu peso corporal não determina quem você é, não é sinônimo de saúde. Nem sempre magreza está atrelada a um estilo de vida adequado”, orienta a profissional. A nutricionista defende que o caminho para combater a obesidade é a conscientização sem a culpabilização do indivíduo, proporcionando acolhimento e informação para que ele não se sinta pressionado, mas sim motivado a buscar hábitos mais saudáveis.

Gordofobia - O termo “gordofobia” se refere ao preconceito contra pessoas gordas. É uma discriminação que vai muito além de comentários de mal gosto, afeta inclusive o direito ao acesso, pois muitos lugares não são acessíveis para pessoas acima do peso. Cadeiras pequenas, bancos de aviões e roletas de ônibus passam a ser um problema. Além disso, as lojas não possuem diversidade de tamanho e a mídia representa o corpo magro como o ideal. Não conseguir fazer as tarefas do cotidiano sem passar constrangimento, aumenta os níveis de ansiedade e depressão em pessoas gordas, o que dificulta ainda mais o processo de emagrecimento ou a procura por tratamentos de saúde.

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